Fernando Alonso terminou o GP dos Países Baixos na oitava posição, mas ficou furioso com o resultado, pois acreditava que era possível obter uma colocação melhor. Após a corrida, o espanhol reclamou da estratégia da Aston Martin e lamentou o momento do safety-car. Mike Krack, diretor de pista da equipe, admitiu que o bicampeão estava “irritado com a equipe e com o mundo”.
Nos dois pit-stops em Zandvoort, o dono do #14 acabou sendo atrapalhado pelo carro de segurança. O espanhol foi o primeiro piloto a parar, mas logo em seguida Lewis Hamilton bateu e ocasionou a intervenção do safety-car. Voltas depois, quando ficou preso no tráfego, o asturiano antecipou a parada, e vinha fazendo progresso no pelotão, mas foi prejudicado novamente, por conta da batida entre Andrea Kimi Antonelli e Charles Leclerc.
A insatisfação de Alonso pôde ser vista ainda dentro do carro, quando reclamou bastante da estratégia via rádio. Krack explicou o cenário e acredita que a equipe não tem tanta culpa, já que não poderia fazer muita coisa em relação ao momento dos acidentes.
“Ele estava irritado com a corrida, estava irritado com o mundo, estava irritado conosco, está irritado com todos”, contou o diretor de pista da Aston Martin sobre o espanhol.
“Não há nada que possamos fazer nessas situações, temos de aceitar como está e tentar encontrar a melhor solução com as novas condições. As circunstâncias mudaram, agora você tem isso, outras pessoas poderiam parar na frente”, apontou.
“Sabíamos que os outros pilotos tinham menos pneus do que nós, então eles tinham de ficar na pista, precisavam ficar um pouco mais e enfrentar a chuva. Quando vimos que a chuva estava diminuindo, dissemos: ‘Ok, podemos fazer o undercut, porque temos talvez três, quatro ou cinco voltas’ – e dava para ver que estava funcionando com Lance [Stroll]”, ressaltou.
“Stroll ganhou muitas posições ao parar muito cedo, então acho que foi a decisão certa, mas você só pode fazer isso se tiver pneus. Em um determinado momento, você pensa: ‘podemos chegar até o final ou não?’. Mas podíamos ver que o desgaste dos compostos era alto”, explicou.
Krack também destacou que a falta de quilometragem da equipe na sexta-feira comprometeu o fim de semana, pois não foi possível ter uma representação realista do desgaste das pranchas nas alturas iniciais do carro. Stroll bateu na curva 3 no TL2, e Alonso fez simulações de corrida mais limitadas – completando apenas quatro a cinco voltas no total.
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“Você tem o desgaste da prancha e precisa estar dentro das regras após a corrida. Não fizemos muitas voltas na sexta-feira, Lance sofreu o acidente e Fernando não fez muitas voltas, então você fica um pouco em território desconhecido quando se trata do desgaste”, admitiu o dirigente da Aston Martin.
“Então, você precisa adotar uma abordagem um pouco mais conservadora. Tivemos de fazer isso e está nos custando um pouco de desempenho”, finalizou Krack.
A F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília