A Michelin vai levar uma alocação de pneus revisada para o GP da Catalunha deste fim de semana. A fábrica francesa optou por levar ao circuito de Barcelona um pneu dianteiro duro diferente, com a carcaça reforçada, para oferecer mais suporte na freada e também estabilidade.
Diferente do que normalmente acontece, a MotoGP chega à Catalunha já no fim do verão europeu, com expectativa de temperaturas elevadas. A previsão aponta para uma variação entre 16 e 28°C ao longo do fim de semana.
Preocupada com a já tradicional baixa aderência da pista, a Michelin optou por levar três tipos de pneus dianteiros slicks, todos simétricos. Os macios e médios são os mesmos já usados no ano passado, mas o duro tem uma carcaça mais rígida e robusta. Essa versão, aliás, já foi usada em Áustria e Hungria.
No caso da traseira, a opção foi por dois tipos de pneus assimétricos ― macio e médio ―, com reforço na borracha do lado direito. É a mesma escolha da corrida do ano passado. Em caso de chuva, os pilotos poderão optar por pneus macios e médios, também assimétricos.
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“O GP da Catalunha é sempre um desafio particular”, disse Piero Taramasso, chefe do programa de esportes a motor em duas rodas da marca. “O circuito é muito completo, com retas rápidas, curvas lentas e rápidas, mudanças de elevação e até inclinação. Mas a característica marcante dele é a aderência: que é muito baixa, e a perda de tração na roda traseira é muito pronunciada. Se o pneu traseiro patina muito, a temperatura da superfície dele aumenta, o que reduz ainda mais a aderência e acelera o desgaste. Isso que torna essa corrida tão difícil para as equipes interpretarem”, explicou.
“Em 2024, nossos pneus performaram perfeitamente e as equipes encontraram um bom acerto. Este ano, estamos voltando em setembro e esperamos temperaturas mais altas do que em maio, o que será uma variável a mais para controlarmos. Isso contrasta fortemente com Balaton Park, onde os níveis de aderência eram altos: as equipes, portanto, terão de trabalhar extensamente no acerto das motos, na eletrônica e na gestão de potência para se adaptarem a essas condições”, acrescentou. “A alocação de 2025, com um novo pneu dianteiro duro, parece ainda mais adequado às demandas do circuito, e estamos confiantes de que todos os pilotos vão mostrar todo o potencial deles, ainda que a gestão da aderência e a perda de tração sigam sendo problemas críticos ao longo do fim de semana”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 5 a 7 de setembro, no GP da Catalunha, direto de Barcelona, 15ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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