O grande assunto no mundo da Fórmula 1 nesta última semana foi a recente declaração de Stefano Domenicali, CEO da categoria, sobre possíveis mudanças à dinâmica do esporte para se adequar ao público mais jovem. Inevitavelmente, os pilotos, incluindo Fernando Alonso, foram questionados sobre as ideias na chegada a Monza para o GP da Itália deste final de semana.
Na quarta-feira (3), Domenicali destacou que os treinos livres perderam relevância e a pressão de fãs e promotores é por mais corridas valendo resultado. Também revelou que a categoria avalia a possibilidade de reduzir a duração das corridas, adotar mais sprints e implementar o formato de grid invertido — bastante criticado no passado.
Alonso foi um dos questionados sobre as possíveis mudanças no esporte. Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o espanhol afirmou que não vê problemas com a duração das corridas, mas também ironizou ao dizer que nada disso irá afetá-lo.
“Bom, estarei do outro lado, de frente para a TV quando isso acontecer”, iniciou Alonso. “Não acho que seja um problema com o esporte, que precisa mudar, mas Stefano sabe melhor do que ninguém, então se ele acha que isso é necessário… Estamos em boas mãos com ele”, seguiu o espanhol, que fez uma comparação com o tempo de um jogo de futebol.

“Mas as partidas de futebol são longas também, e quando sento em frente à TV, não estou concentrado durante todos os 90 minutos. Eu me levanto, vou à cozinha, volto. Sempre há momentos de distração, e ninguém está falando sobre ter jogos de futebol de 60 minutos. É um problema da sociedade e das crianças, mas não dos esportes, então não precisa mudar”, analisou o bicampeão mundial.
Alonso, então, explicou como a dinâmica da corrida pode ser modificada para tornar o produto mais atraente sem reduzir o tempo de cada etapa e sugeriu até o retorno do reabastecimento. Além disso, provas mais curtas também irão resultar em um leque de possibilidades menor em termos de estratégia, algo que o espanhol não vê com bons olhos.
“Você precisa fazer sua própria corrida e encontrar um caminho para voltar à posição natural no final. Sendo muito curta, como em algumas corridas sprint, se começar com uma classificação ruim ou algo assim, não terá tempo [para recuperar]. Vai ser difícil executar qualquer coisa, seguir todos os carros, eles terão a mesma idade dos pneus, o que talvez torne impossível recuperar posições, portanto os stints mais longos abrem essa liberdade na estratégia, mas, como disse, é um tópico difícil”, explicou Alonso.
“Provavelmente reabastecer seria a melhor coisa. Disse isso muitas vezes. Sei que é totalmente a direção oposta, mas quando se pode escolher a carga de combustível e ter estratégias diferentes, isso muda completamente a maneira como a corrida se desenrola e cria estratégia e corridas incrivelmente atraentes”, finalizou.
A F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília