O que parecia apenas um plano adiado, mostrou-se uma desistência. Até o início do dia, o programado era que a Fórmula 1 e a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) tivessem uma reunião na próxima quinta-feira (11) para discutir a possibilidade do retorno dos motores V8 à categoria em 2029. Entretanto, a situação mudou.
Segundo a BBC Sport, nesta sexta-feira (5), o cancelamento do encontro se deu pela evidência de que o consenso seria impossível. E sem um acordo do qual pelo menos a maioria dos fabricantes faça parte, a mudança não acontece.
Entretanto, a discordância não foi em relação ao retorno dos motores V8 em si, que estiveram na F1 entre 2006 e 2013 e, caso voltassem, passariam por alguns ajustes, mas por causa da maneira como essas alterações aconteceriam, já que não houve acordo sobre a proporção da potência elétrica nas unidades de potência e nem em relação à inclusão ou não de um turbocompressor.
Sem apoio o suficiente, a ideia de antecipar as alterações nas regras foi deixada de lado. Vale destacar, no entanto, que o projeto previa porcentagem reduzida da parte híbrida e que, em contraponto, Ford, Honda, Mercedes e Audi reforçaram o compromisso com esse tipo de tecnologia.

As novas normas da F1, que entram em vigor em 2026 e devem permanecer até 2030, trazem motores que dependem 50% da parte elétrica — atualmente, a proporção é de apenas 20% — e contam com combustível 100% sustentável. Reduzir esse montante seria contra o crescente planejamento ambientalmente amigável adotado pelo Mundial nos últimos anos.
Da mesma forma, há uma preocupação séria quanto à dificuldade de se chegar ao peso mínimo dos carros, que passará de 800 kg para 768 kg em 2026, com as baterias maiores, e é aí que o V8 entra, e com solução das mais atraentes, principalmente para equipes menores. A ideia é que esse motor de combustão interna de 2,4 litros funcione com combustível totalmente sustentável e com um Sistema de Recuperação de Energia Cinética (KERS) híbrido simplificado.
Há, por outro lado, importante senão: o tempo. Por mais que o novo conceito do motor V8 tenha ganhado apoio entre equipes e fabricantes, é visto como opção a longo prazo. O plano atual é que a próxima geração de motores fique na F1 até 2030, mas o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, deseja que tal mudança aconteça antes.
A F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília