5 coisas que aprendemos no sábado do GP da Itália da Fórmula 1 2025

5 coisas que aprendemos no sábado do GP da Itália da Fórmula 1 2025

Murillo Torres
Murillo Torres
Piracicaba - SP
Publicado em 06/09/2025 às 19h

As sensações iniciais do fim de semana em Monza ganharam ares de realidade neste sábado (6), com a realização da classificação do GP da Itália. O que ficou confirmado na pista foi que a McLaren, de fato, tem muito menos controle neste ponto do mundo do que em tantos outros. Mas, além de tudo, que há um piloto específico que tem o dom de transformar fresta em latifúndio.

45 pole-positions. Max Verstappen viu o caminho que se abriu por parte dos carros laranjas e engoliu a dona da casa Ferrari. Se era para haver um azarão, que fosse ele. E assim foi. Verstappen fez duas voltas assombrosas no Q3 e mostrou quem é que manda quando a situação não é impraticável. Ainda por cima, com uma volta histórica.

Pelos lados da McLaren, nem dá para dizer que há sofrimento, mas sem dúvida alguma há certo desânimo em ver o poderio implacável de tantas outras pistas do calendário sumir. Lando Norris e Oscar Piastri até estão na briga, sim, mas não podem ser chamados de favoritos. O que existe é uma briga de gangue recheada de suspeitos.

No pelotão intermediário, quem esperava ver um sábado de ouro para a Williams, sobretudo Carlos Sainz, terminou decepcionado. A Sauber tomou pé da situação, com Gabriel Bortoleto o melhor do resto e os carros mais rápidos de velocidade final em todo o grid. Oliver Bearman, por outro lado, não foi ao Q3, mas mostrou uma vez mais como é bom piloto. Isack Hadjar, no outro extremo, foi do pódio nos Países Baixos a ver cair a escrita de jamais ter sido eliminado no Q1 desde que chegou à F1.

Max Verstappen fez tempo histórico em Monza (Foto: Red Bull Content Pool)

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GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no sábado do GP da Itália, 16ª etapa da F1 2025.

Verstappen é um mágico da velocidade

O que falar de Max Verstappen? É difícil encontrar adjetivos para qualificar os grandes momentos do tetracampeão mundial na Fórmula 1, e a classificação do GP da Itália deste sábado está entre eles. Sumido, um tanto opaco, vendo a Ferrari inebriar o público com as ameaças ao domínio da McLaren, sabia ter uma chance. Os laranjas não são, assim, tão amedrontadores, a porta estava aberta. Por que não ele? O desenvolvimento do carro foi sendo tocado aos poucos, até a hora da decisão. Foi o mais rápido das duas rodadas de voltas rápidas no Q3. Na segunda delas, para dramaticamente superar um tempo de Lando Norris que parecia insuperável. Mas nada é intocável para Verstappen, agora dono da volta mais veloz da história da F1.

Gabriel Bortoleto foi o melhor fora das quatro equipes principais no grid do GP da Itália (Foto: Sauber)

McLaren pisca antes das rivais

Já era sabido que a McLaren tinha menos velocidade final que as rivais, graças ao um carro afeito a altíssimo arrasto aerodinâmico. Chegava, pudera, a 10 km/h de desvantagem para Ferrari e Sauber. Mas a telemetria mostra números ainda mais duros para os donos da F1 2025. De acordo com Filippo Pesavento, especialista em dados deste calibre da F1, é impressionante notar que a McLaren passou somente 75,2% do tempo da classificação com pé embaixo na pista. A Red Bull, do pole Verstappen, chegou a 76,8%. Diferença enorme de 1,6%. A McLaren até anda melhor no setor intermediário da pista, mais mesclado, mas nos trechos de maiores retas é quem levanta o pé primeiro. Uma piscada que custa caro.

Bortoleto reforça transformação da Sauber

Quem te viu, quem te vê, Sauber. É chover no molhado falar sobre a melhora que a equipe suíça, futura Audi, empreendeu no próprio carro desde o GP da Áustria para cá. De pior carro do grid, passou a lutar pelo topo do pelotão intermediário — em pontos, inclusive. Mas é irresistível ver que se tornou uma equipe de altas velocidades. Há um ano, Monza causava alergia e a última fila de cor e salteado. Agora, abre a porta para Gabriel Bortoleto mordiscar o posto de melhor do resto, atrás somente dos pilotos das quatro principais equipes do grid. A comparação da classificação de 2025 com a de 2024 é brutal: a Sauber foi 1s78 mais rápida que no ano passado. De longe, a grande melhora entre as dez equipes — a Aston Martin é a segunda, com distante 1s06.

Oliver Bearman é mais um novato que vive temporada digna de nota (Foto: Haas F1 Team)

Precisamos falar sobre Bearman

Entendo muito bem se o leitor ou a leitora achar que este tópico está perdido por aqui. Não seria melhor falar de Ferrari de novo ou de Mercedes? Talvez a surpresa da velocidade de Fernando Alonso ou a eliminação da Williams? Tudo bem, é justo que cada um tenha sua própria visão do que é importante. Listas são assim. Mas num momento em que tanto se fala de Bortoleto e Isack Hadjar como os grandes novatos do ano, é bom tirar um espaço para exaltar Oliver Bearman. O jovem urso transformou no 11º lugar aquilo que parecia uma eliminação no Q1. Esteban Ocon, companheiro de equipe, também foi ao Q2, mas não é uma demonstração de ampla força da Haas. Não! É algo que mostra como a dupla de pilotos é forte. Ocon faz muito boa temporada e, mesmo assim, tem sido superado diversas vezes por Bearman. Na contagem geral de classificações oficiais, apenas as longas, Bearman levou a melhor oito vezes contra as mesmas oito de Ocon. Tudo empatado. É uma temporada de respeito.

Os carros mais rápidos da história

É incrível, mas o quarto ano do efeito solo vai consolidando os carros atuais como os mais rápidos da história da Fórmula 1. Na classificação de Monza, a volta da pole de Verstappen se tornou a mais veloz de sempre na categoria, com média de velocidade de 264,6 km/h. O recorde anterior era de Lewis Hamilton, também em Monza, em 2020. É normal que os carros vivam o ápice do desempenho conforme um conjunto de regras se consolide, porque, aí, todo o mundo da engenharia da F1 aprende a tirar quanto for possível, mas é notável que o monoposto atual, inicialmente tidos como queda de velocidade em comparação àquele que esteve em curso até 2021, tenha virado tamanho foguete.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.

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