Depois de muita demora, a Yamaha oficializou nesta quinta-feira (4) a renovação do contrato de Jack Miller para mais uma temporada na MotoGP. Assim, a casa de Iwata faz a opção pela experiência e aponta o australiano para formar par com Toprak Razgatlioglu na Pramac no próximo ano.
Assim como aconteceu na temporada passada, Miller esteve muito perto de deixar o grid. Originalmente, o #43 tinha contrato de apenas um ano, o que indicava uma saída da equipe com a chegada de Razgatlioglu, que vai se transferir do Mundial de Superbike para a elite da motovelocidade na próxima temporada. No entanto, a performance ruim de Miguel Oliveira abiu caminho para a briga pela posição.
Inicialmente, a Yamaha anunciou que a disputa seria resolvida antes das férias e centrada em Miller e Oliveira, mas o cenário mudou com o tempo. Bem contado no paddock por causa da boa performance na Moto2, Diogo Moreira virou alvo da casa de Iwata, que entrou em uma concorrência com a Honda pelo passe do brasileiro.
A escolha do #10, contudo, não foi um acerto com o time dos três diapasões, o que manteve Miller vivo na briga, mas abriu a possibilidade também para Manuel González, que lidera a disputa pelo título da Moto2.
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A Yamaha, todavia, ficou em dúvida entre apostar em um novato ou escolher um piloto já experiente, o que atrasou ainda mais a definição. Durante o fim de semana do GP da Hungria, Jack chegou até mesmo a manifestar impaciência, afirmando que sentia-se indesejado pela equipe. Paolo Pavesio, diretor da gigante do Japão, revelou, depois, que o piloto pediu desculpas, mas contemporizou que o pai da pequena Pip tinha “perdido a cabeça” após ser questionado pelo futuro profissional pela quarta vez.
Trabalhando no desenvolvimento do motor V4 ― uma concepção diferente daquela adotada pela montadora japonesa na MotoGP, já que a YZR-M1 tem motor de quatro cilindros em linha ―, a Yamaha entendeu que a experiência tinha mais valor. Uma estratégia, aliás, apoiada publicamente por Fabio Quartararo, que defendeu a renovação com Jack, já que ele próprio não tem nenhuma vivência com a nova motorização, Álex Rins tem um breve conhecimento ― fruto da passagem de uma temporada (marcada por lesão) pela Honda, já que a Suzuki também usava motores de quatro cilindros em linha ― e Razgatlioglu vai estrear na MotoGP.
Com a renovação com Miller, a Yamaha mantém na equipe um piloto que tem experiência com os V4 de Honda, Ducati e KTM e que tem mostrado muita disposição em trabalhar no desenvolvimento do propulsor, que tem sido feito por Augusto Fernández e Andrea Dovizioso, pilotos de teste da montadora.
“Estou realmente feliz e empolgado em ficar com a Yamaha e a Pramac”, comemorou Jack. “Neste ano, foi incrível voltar para a Pramac. Estou ansioso para trabalhar duro com a Yamaha, ajudar a desenvolver a moto e reduzir o atraso para as outras fábricas”, comentou.
“Acredito que o melhor ainda está por vir”, frisou. “Acima de tudo, quero dizer um enorme obrigado para a Yamaha, a Pramac Racing e aos dois Paolos, Pavesio e Campinoti, pela continua confiança deles na minha contribuição com o projeto”, finalizou.
Diretor da Yamaha, Paolo Pavesio listou qualidades de Miller e considerou que o australiano será um ativo importante em 2026.
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“Estamos satisfeitos em confirmar que Jack vai seguir a jornada dele com a Prima Pramac Yamaha MotoGP Team”, começou Pavesio. “A energia, larga experiência e a comprovada adaptabilidade de Jack nas mais variadas máquinas fizeram dele um membro um membro inestimável da nossa equipe e uma escolha perfeita para o nosso projeto. Em uma temporada definida pela rápida evolução e inovação, a positividade, proatividade e a presença consistentemente inspiradora de Jack têm sido uma força motriz na Yamaha e na equipe Pramac. Com um ano completo de experiência com a Yamaha, essas qualidades serão um enorme ativo para a temporada 2026”, continuou.
Pavesio aproveitou, ainda, para agradecer Oliveira, que agora fica sem vaga na MotoGP após a ativação da cláusula de performance.
“Este anúncio chega com emoções mistas, já que também marca a saída em breve de Miguel. Infelizmente, a temporada dele foi impactada pela lesão sofrida na Argentina, mas o comprometimento dele em voltar à moto, a dedicação dele ao projeto e o profissionalismo dele foram exemplares”, exaltou. “Estamos ansiosos pelas próximas corridas juntos e seguimos totalmente comprometidos em apoiá-lo ao longo do resto da temporada da MotoGP”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 5 a 7 de setembro, no GP da Catalunha, direto de Barcelona, 15ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.