Depois de não conseguir convencer Max Verstappen a disputar a temporada 2026 da Fórmula 1 com as cores da Mercedes, Toto Wolff explicou o que levou o tetracampeão a rejeitar a proposta do time de Brackley. De acordo com o dirigente, o piloto demonstrou “integridade” e um sentimento enorme de gratidão pela Red Bull, recusando-se a deixar a equipe no primeiro momento de dificuldade.
Ainda que as Flechas de Prata tenham batido o martelo após o GP dos Países Baixos e garantido a permanência tanto de George Russell quanto de Andrea Kimi Antonelli, o chefe da escuderia alemã nunca escondeu o desejo de contar com o neerlandês — e tentou por muito tempo. Após longos meses de negociações, porém, o dono do RB21 #1 colocou um ponto final na história e decidiu dar mais uma chance aos taurinos, respeitando o contrato vigente, válido até 2028.
Durante as entrevistas coletivas em Zandvoort, Wolff foi questionado sobre o real motivo de Verstappen não ter concretizado a mudança. “Max tem os seus motivos para continuar na Red Bull. O que ele disse é que sente que deve isso a eles, e que não é no primeiro momento em que a equipe não entrega desempenho que se deve ir embora, além do contrato”, começou.
“Então, acho que as coisas aconteceram como tinham de ser, e ninguém sabe o que pode acontecer no futuro, mas a integridade que ele demonstrou com a equipe — e a integridade que eu e a equipe demonstramos com os nossos pilotos — é importante”, continuou.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ ANÁLISE: Norris chega à Itália em busca de sequência inédita na carreira para bater Piastri em 2025
Na sequência, lembrou de uma década atrás, quando conversou com Max e Jos Verstappen sobre uma vaga para o ainda jovem neerlandês na F1. Como a Mercedes contava com Nico Rosberg e Lewis Hamilton naquela época, Wolff não pôde fazer muita coisa e, desta forma, viu Helmut Marko, consultor da Red Bull, intrometer-se nas negociações e fisgar o piloto.
“Conheço Jos e Max há muito tempo. Minha relação com Jos sempre foi amigável. Mesma geração, mesma merda de criação, então sempre tivemos isso em comum. Eu os conheci em 2016 [2014, na verdade], conversamos sobre uma possível ida para a Mercedes, e era isso que queriam, mas não tínhamos um assento disponível, porque já tínhamos Nico e Lewis”, contou.
“O que ofereci foi um assento gratuito na Fórmula 2 e a garantia de um lugar na Fórmula 1 no ano seguinte. E se não conseguíssemos colocá-lo na F1, ele ficaria livre para ir. Aí Helmut entrou na jogada e, obviamente, ofereceu a eles o assento”, encerrou.
A F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília