Frédéric Vasseur reconheceu que a adaptação de Lewis Hamilton à Ferrari tem sido mais complicada do que o esperado. O chefe da equipe italiana falou ao Beyond the Grid, podcast oficial da Fórmula 1, e explicou que a mudança representou uma ruptura total na carreira do heptacampeão, que passou quase três décadas em estruturas britânicas antes de vestir vermelho em 2025. Apesar disso, destacou que a diferença para Charles Leclerc é menor do que os resultados fazem parecer.
Hamilton estreou na F1 em 2007 pela McLaren, equipe o apoiou desde os primeiros passos na carreira e onde ficou até o final de 2012, quando se mudou para a Mercedes. Passou 12 anos no time alemão — que tem estrutura em Brackley, na Inglaterra — antes da chegada à Ferrari.
Vasseur destacou como as poucas oportunidades para testar na F1 atual afetaram a adaptação de Hamilton e disse ser importante controlar as expectativas por resultados neste primeiro ano.
“Talvez tenhamos subestimado a importância da mudança. Lewis passou dez anos na McLaren, 14 se contar os anos de formação. Depois 12 na Mercedes. Era uma continuidade: duas equipes baseadas no mesmo país, com mesmo motor, mesmo ambiente. Agora, é uma mudança completa na vida dele, na cultura da equipe, em tudo”, afirmou.

“Fazer isso em três dias de testes no inverno é difícil, ainda mais com tanta expectativa. Precisamos estruturar tudo. É um processo que leva tempo, e temos de gerenciar as expectativas e o barulho em torno da equipe”, emendou.
O dirigente também comentou sobre o lado emocional do britânico, que chegou a dizer que a Ferrari deveria substituí-lo após a classificação do GP da Hungria.
“É uma pessoa emocional, cabe a nós apoiá-lo quando está em dificuldade, e também cobrá-lo quando precisa. Tem sido difícil, mas pode ter certeza de que tem o apoio total de todos em Maranello. Estou convencido de que vai reagir. Vamos apoiá-lo todos os dias”, garantiu.
Apesar da falta de pódios até aqui, o chefe da Ferrari destacou que Hamilton não tem estado tão distante de Leclerc em termos de desempenho, mesmo que o monegasco leve vantagem de 13 x 5 em classificações e some 42 pontos a mais no campeonato. E lembrou momentos que mostraram sinais de recuperação.
“Estamos falando de detalhes. Comentários positivos ou negativos vêm de mais ou menos um décimo, um clique de asa dianteira, algo marginal. E isso faz enorme diferença no resultado. Se não conseguimos juntar tudo — da preparação do fim de semana até a adaptação ao simulador —, perdemos tempo aqui e ali. Precisamos manter a calma”, avaliou.
“Lewis foi bem na China. Em Mônaco, estava entre quatro primeiros na classificação, mas recebemos uma punição. Depois disso, mantivemos um bom ritmo. Mesmo em Spa e Budapeste, por razões diferentes, não deu certo, mas a velocidade estava lá”, concluiu.
A F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Itália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília