Marc Márquez, Pedro Acosta e Jorge Martín acreditam que a nacionalidade espanhola tem sido um obstáculo para a entrada de pilotos na MotoGP. Ainda assim, o trio acredita que o talento segue sendo um diferencial importante.
Nesta quinta-feira (4), a IntactGP anunciou a renovação do contrato de Manuel González, assegurando que o atual líder da Moto2 vai ficar ao menos mais um ano na categoria. O espanhol era cotado para a Pramac na MotoGP, mas a Yamaha fez a opção pela experiência de Jack Miller e renovou com o australiano.
Na coletiva de imprensa de Barcelona, Márquez, Acosta e Martín foram questionados se o passaporte espanhol virou uma barreira que força os pilotos a mostraram ainda mais para conseguirem a ascensão profissional e reconheceram que a nacionalidade é uma barreira.
“É verdade, com o passaporte espanhol é um pouco mais difícil estar na MotoGP, mas, se você é um piloto supertalentoso, você pula logo de cara”, avaliou Marc. “Não significa que o Manu não seja um piloto talentoso, mas o fato de a maioria dos bons contratos já estarem fechados para o próximo ano torna tudo ainda mais difícil”, ponderou.
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“Espero que ele tenha uma nova chance para 2027 e talvez seja até melhor para ele, pois vai subir com a Pirelli”, torceu.
Acosta seguiu a mesma linha e destacou que o ano extra na Moto2 pode ser positivo para González, já que ele terá experiência em uma pista como Goiânia com uma moto de menor capacidade, diferente do que vai acontecer com a maioria dos pilotos atuais da MotoGP, que vão conhecer o traçado em 2026 com uma 1000cc e voltar no ano seguinte com uma 850cc.
“Acho que isso será apenas uma pequena pedra no caminho dele”, disse Pedro. “No fim, vemos na Moto2 quão rápido Manu pode ser e acho que isso vai torná-lo melhor, ter um pouco mais de experiência em uma categoria menor, fazer mais voltas, conhecer as pistas em motos menores como será o Brasil no próximo ano, isso pode ser uma ajuda, pois não é de todo fácil em uma moto de MotoGP. Acho que isso pode torná-lo melhor”, completou.
Martín, por fim, lembrou que a nacionalidade já era uma barreira para ele quando tentou acessar a Red Bull Rookies Cup, categoria de base que disputou entre 2012 e 2014.
“Não acho que agora seja mais difícil. Desde que eu estava tentando entrar na Rookies Cup, já era difícil com a bandeira espanhola. Mas isso me fez melhor, pois tive de estar sempre no topo”, contou. “Se você é supertalentoso, você vai chegar independente da bandeira, mas, em alguns momentos, é um pouco mais difícil”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 5 a 7 de setembro, no GP da Catalunha, direto de Barcelona, 15ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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