A reunião entre Fórmula 1 e Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para discutir a volta dos motores V8, que inicialmente estava programada para acontecer na próxima quinta-feira (11), foi cancelada e não possui qualquer previsão de ser remarcada. Com a possibilidade de que as partes não chegassem a um acordo, a entidade que gere o esporte a motor decidiu dar mais tempo às fabricantes para pensarem sobre o assunto.
A informação é da revista alemã Auto Motor und Sport desta sexta-feira (5), que deixou claro que, caso as montadoras não entrem em um consenso por conta própria, a volta dos V8 deve ficar mesmo para 2031, já que o regulamento que entra em vigor em 2026 termina um ano antes. Neste caso, a federação presidida por Mohammed Ben Sulayem, um dos maiores defensores do retorno dos propulsores antigos, pode impor as regras que desejar sem depender da aceitação das equipes para antecipar qualquer mudança.
Os V8 ganharam força na recente discussão por oferecerem solução bastante atrativa comparados à próxima geração de unidades de potência. Válidas entre 2026 e 2030, as novas regras que entram em vigor daqui a alguns meses trazem motores com a parte elétrica ampliada em até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível será 100% sustentável. As alterações atraíram novos nomes ao grid, como Audi, Ford (em parceria com a Red Bull) e Cadillac, do grupo General Motors.
A questão, no entanto, é que há uma preocupação séria quanto à dificuldade de se chegar ao peso mínimo dos carros, que passará de 800 kg para 768 kg em 2026, com as baterias maiores, e é aí que o V8 entra, e com solução das mais atraentes, principalmente para equipes menores. A ideia é que esse motor de combustão interna de 2,4 litros funcione com combustível totalmente sustentável e com um Sistema de Recuperação de Energia Cinética (KERS) híbrido simplificado.

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Se isso acontecer, o que teremos na F1 é um caminho contrário ao de 2026, já que o V8, sob tais condições, trará uma redução da contribuição elétrica para a potência total de 50% para cerca de 10%. Só que a remoção de baterias pesadas traria uma diminuição de até 65% nos custos de fabricação, além de unidades de potência 80 kg mais leves que as que serão introduzidas na F1 em 2026.
Há, em contrapartida, importante senão: o tempo. Por mais que o novo conceito do motor V8 tenha ganhado apoio entre equipes e fabricantes, é visto como opção a longo prazo. O plano atual é que a próxima geração de motores fique na F1 até 2030, mas o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, deseja que tal mudança aconteça antes.
Este é um dos principais pontos que seriam postos em pauta na reunião. Antecipar a chegada dos V8 ainda implicaria em mexer novamente nos regulamentos de chassis, por isso ainda há relutância.
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| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
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