5 coisas que aprendemos na sexta-feira do GP da Itália da Fórmula 1 2025

5 coisas que aprendemos na sexta-feira do GP da Itália da Fórmula 1 2025

Murillo Torres
Murillo Torres
Piracicaba - SP
Publicado em 05/09/2025 às 19h

A dura realidade do mundo em que vivemos. Depois de quatro semanas de descanso e alegria durante o recesso de meio de temporada, pilotos e equipes da Fórmula 1 já começaram a lidar com o sofrimento do trabalho no mundo real ao iniciarem, nesta sexta-feira (5), a segunda etapa em uma semana. E o desenho do GP da Itália no começo dos trabalhos demonstrou um desenho um tanto distinto.

A Ferrari é definitivamente um incômodo para a McLaren. Após anotar um 1-2 no treino livre inicial, com Lewis Hamilton na frente de Charles Leclerc, caiu para trás da McLaren — somente de Lando Norris, no caso — no TL2. Mas Leclerc esteve no mesmo décimo. A McLaren, assim, ainda mostra absoluta viabilidade para levar a melhor na classificação do sábado, mas tem companhia muito mais próxima que em Zandvoort.

Quem tem coisa a comemorar é a Williams. Assim como nos últimos anos, o time inglês apontou motivos para se animar na pista de Monza, onde foi bem repetidamente. Carlos Sainz também terminou o TL2 no mesmo décimo de Norris, pudera, com Alexander Albon ali perto. É notícia ruim para Sauber e Racing Bulls na briga pelo topo do pelotão intermediário.

Atrás, porém, o caminho da Alpine é o inverso. Cada vez mais amarga o fim da fila, mas sobretudo na pista de altíssima velocidade da sede italiana.

Carlos Sainz voou com a Williams, sempre veloz na Itália (Foto: AFP)

Há muito tempo para virar a história do fim de semana, mas, ao menos do ponto de vista climático, não tem para onde correr. As chances de chuva até existem, mas ficam em somente 2% no sábado e 5% no domingo. O que se espera é, como hoje, dias ensolarados e de calor nos últimos suspiros de verão na Europa.

GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos na sexta-feira do GP da Itália, 16ª etapa da F1 2025.

McLaren sangra

Como ouviu Rocky Balboa, certa vez, enquanto cruzava a Cortina de Ferro para duelar contra Ivan Drago: se sangra, é humano. E, se é humano, pode ser derrotado. A McLaren diminuiu a força no primeiro dia de pista em Monza. Mesmo que Lando Norris tenha liderado o TL2, foi ele mesmo quem elucidou depois da situação. “É o completo oposto ao nível de downforce de Zandvoort, quando éramos facilmente os mais rápidos e a sensação era incrível. Aqui é o oposto”, explicou. Mesmo numa pista que não casa com os pontos mais fortes, porém, a McLaren ainda é favorita. Mas sangra. E, num lugar em que tudo vermelho quer dizer Ferrari, é bom ter cuidado.

Lewis Hamilton foi líder do TL1 e quinto colocado no TL2 em Monza (Foto: AFP)

Calma, Ferrari

A história da temporada 2025 até aqui não favorecia que a Ferrari chegasse ao gramado verde de casa com aspirações reais de vencer. Mas, verdade seja dita, o primeiro treino livre da sexta-feira ofereceu ao menos o aconchego das boas memórias. Ainda com direito a uma dobradinha. Mas o TL2 trouxe o amargor da realidade, com Lando Norris batendo a carteira. O principal, porém, foi a sensação tanto Lewis Hamilton quanto de Charles Leclerc de que as alterações feitas no carro entre os dois treinos deram errado. O restante do fim de semana ferrarista em casa será pautado pelo quanto a equipe entende do próprio bólido. Se souber o que deu errado, tem tudo para brigar ao menos pela pole no sábado. Se não compreender ao certo, aí tudo fica 100% na conta da aleatoriedade.

A Monza da Williams

Entra ano, sai ano e a Williams continua respondendo de vento em popa em Monza. A alta velocidade, baixo downforce e necessidades de menos nuances na tocada do carro em relação a outras pistas faz com que os carros azuis se sobressaiam. Dois anos atrás, a chance de assumir de supetão a Williams em Monza fez com que Nyck de Vries pontuasse e acabasse ganhando uma praticamente impensável vaga no grid. Ano passado, amargava tempos sem pontuar, mas Albon voltou a terminar no top-10 lá e Franco Colapinto, estreando na categoria, impressionou. Agora, com carro em alta no pelotão intermediário, o primeiro dia foi impressionante. Carlos Sainz foi terceiro colocado no TL2 e terminou menos de 0s1 mais lento que o líder Norris. Alexander Albon foi sétimo, mas também mostrou que tinha ritmo para ficar por ali. Levantou, porém, a questão maior: time precisa se certificar de que vai repetir o feito no sábado. Se a história for instrutiva, porém, vai.

Antonelli precisa ajudar

Ninguém no mundo da Fórmula 1 duvida do tamanho do talento que Andrea Kimi Antonelli tem. Nos melhores momentos, assim como era na F2, é algo perceptível. Mas o piloto novato, de 19 anos recém-completados, precisa se tornar mais confiante atrás de um volante. Talvez reflexo realmente do pouco tempo que tem guiando monopostos. Só que a F1 é um touro bravo que não espera tanto tempo assim até que você aprenda a domá-lo. É preciso domar de algum jeito. O erro nos primeiros instantes do TL2 em Monza repete aquilo que fez ano passado, na primeira chance que teve de guiar o carro da Mercedes. Antonelli marcou apenas um ponto desde que foi ao pódio, no Canadá. Se a Mercedes esperava que o recesso servisse para recuperar as forças e esfriar a cabeça, dá para afirmar que não aconteceu. O erro esdrúxulo em Zandvoort, tirando Leclerc da corrida, foi seguido por mais um abandono na briga na corrida de casa. Antonelli merece paciência, sim, mas também precisa ajudar.

Alpine prepara uma disasterclass

O ditado diz que depois da tempestade, vem a bonança. Ao menos neste caso, porém, a tempestade foi brevemente interrompida para um breve período de quase bonança. Se Colapinto fungou no cangote dos pontos nos Países Baixos, a realidade da Itália é cruel. A dupla da Alpine terminou o segundo treino livre completamente desprendida do pelotão, que ficou quase inteiro juntinho. Na realidade, Gasly e Colapinto se equipararam somente a Antonelli, que só deu uma única volta rápida — e usando pneus duros — antes de errar e abandonar. Colapinto ficou atrás! E olha que ambos andaram por volta de 30 giros, incluindo de pneus macios. É impossível qualificar a sexta-feira da Alpine como algo diferente de vexatória.

F1 retorna neste fim de semana, de 5 a 7 de setembro, em Monza, palco do GP da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Monza para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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