Chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella explicou a ordem que obrigou Oscar Piastri a ceder posição para Lando Norris na reta final do GP da Itália de F1, realizado neste domingo (7). O dirigente argumentou que a decisão foi baseada nos “valores e princípios” do time.
A McLaren foi uma das últimas equipes a fazer a parada para troca de pneus em Monza. Nas voltas finais da corrida, o time chamou Piastri, que vinha na terceira posição, primeiro. Norris, que era segundo colocado, parou na sequência e viu os mecânicos terem problemas para trocar o pneu dianteiro esquerdo, complementando uma junção de fatores que fez o australiano voltar à frente.
Mesmo com ambos pilotos postulantes ao título da temporada 2025 da F1, a McLaren ordenou que Piastri cedesse o lugar a Norris, reestabelecendo o posicionamento anterior à parada. Com pouca argumentação, o australiano abriu passagem ao companheiro e ouviu que a disputa, então, estava liberada entre ambos — embate que, na prática, não ocorreu.
“Primeiramente, a decisão que tomamos hoje não tem a ver com o que aconteceu nos Países Baixos. É independente do abandono que a equipe causou ao Lando em Zandvoort. Esta é uma situação totalmente diferente e encaramos uma corrida de cada vez”, falou Andrea Stella, chefe da McLaren.

“Hoje, quando iniciamos a sequência de pit-stops, começamos parando o Oscar primeiro, mas com a clara intenção de que não haveria troca de posições. Infelizmente, isso se somou ao fato de termos tido uma parada lenta. Como a sequência foi com o Oscar primeiro e depois o pit lento, achamos que a primeira coisa a fazer era voltar às posições que tínhamos antes das paradas”, continuou o dirigente da McLaren.
“Tenho certeza de que o Oscar ficará muito confortável com isso. Ele já estava durante a corrida, então mostramos novamente os valores e princípios que temos na McLaren”, completou.
Ainda durante o discurso via rádio, quando a McLaren pediu para Piastri dar a posição para Norris, Stella lembrou o ocorrido no GP da Hungria de 2024, situação em que o time ordenou a troca após chamar o britânico para fazer primeiro a parada nos boxes, o que deu ao #81 a primeira vitória na F1. O dirigente minimizou o lembrete nesse domingo e voltou a falar sobre os valores e princípios do time.
“Teve a Hungria, mas tivemos muitas conversas depois daquela corrida — há muito alinhamento entre nós sobre como corremos, que não acho que precisamos voltar tanto. Basta mantermos e lembrarmos dos princípios e da abordagem que temos na forma como corremos”, concluiu o chefe da McLaren.
A Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro no GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025.