Finalmente, depois de quase 2h de safety-car e bandeira vermelha, a Lone Star Le Mans começou efetivamente na reta final da segunda hora de prova. Com metade da corrida do Mundial de Endurance (WEC) no Texas realizada, temos um novo líder. James Calado aproveitou alguns deslizes de Philip Hanson e colocou a Ferrari #51 na liderança da prova, com o Porsche Penske #6, de Laurens Vanthoor, pulando para segundo. A Ferrari #50, de Antonio Fuoco, fecha o top-3.
Já na LMGT3, a liderança está nas mãos de Ben Tuck, no Ford #77. A Iron Dames, com Rahel Frey guiando o Porsche #85, aparece na segunda colocação, com Valentino Rossi completando o top-3 a bordo do BMW #46.
Entre os brasileiros, o Aston Martin #10, de Dudu Barrichello, ocupa a décima posição da LMGT3, enquanto o BMW #31, de Augusto Farfus, está em 12º com Timur Boguslavskiy no volante.
A segunda hora de corrida começou paralisada. Depois de pouco mais de 20min de bandeira vermelha, a direção de prova determinou o reinício da corrida para as 16h40 (horário de Brasília, GMT-3). A FIA também pediu para que a ordem natural do grid fosse reestabelecida após o mal-entendido com o safety-car e os pilotos ao final da primeira hora. Com isso, a AF Corse #83 voltou à ponta.
Com 4h20min restantes, a Lone Star Le Mans foi retomada, mas ainda sob safety-car. Porém, 10min depois, tivemos a largada efetiva da prova depois de quase 2h de procissão. Sem maiores sustos e problemas, Hanson segurou a dianteira com a AF Corse #83 e manteve Calado, na Ferrari #51, em segundo e Vanthoor, no Porsche Penske #6, em terceiro.
Na LMGT3, Darren Leung também segurou a ponta no McLaren #95. O Aston Martin #27, de Ian James, e o Corvette #81, de Tom van Rompuy, completavam o top-3 na marca das 4h de prova.
A bandeira verde, no entanto, não durou muito. Frédéric Makowiecki, no Alpine #36, e Tom Gamble, no Aston Martin #007, rodaram sozinhos no mesmo trecho e foram parar na barreira de proteção. Pior para o carro do francês, que ficou com a traseira totalmente danificada.
Com isso, o safety-car voltou à pista justamente no momento em que equipes planejavam um novo pit-stop para iniciar as trocas de pilotos. Desta vez, porém, a interrupção foi mais breve e a relargada aconteceu com 3h46min para o final da Lone Star Le Mans.

Logo na volta à ação, o Toyota #8, de Brendon Hartley, patinou na pista, escapou na curva e perdeu quatro posições, caindo para a 12ª colocação. Mais para baixo, Alex Lynn assumia a 13ª posição com o Cadillac #12.
No outro Cadillac, o #38, Earl Bamber conseguiu uma boa ultrapassagem para cima de Nyck de Vries para assumir a nona colocação. Com isso, começou a perseguição à Peugeot #94, de Loïc Duval, e à Aston Martin #009, de Alex Riberas, que vinham logo à frente.
Na LMGT3, Barrichello entrou no carro pela primeira vez e estava andando em 14º depois do pit-stop do Aston Martin #10.
Na liderança dos hipercarros, Calado começou a pressionar Hanson pela primeira posição e diminuiu a diferença para a AF Corse #83 para menos de 1s. Enquanto o líder da prova sofria para encontrar aderência e estava patinando constantemente, o piloto da Ferrari #51 reclamava da baixa visibilidade.

Porém, os erros constantes de Hanson foram o suficiente para abrir a porta a Calado, que assumiu a ponta na reta dos boxes e passou a liderar a Lone Star Le Mans.
Com 3h20min restantes, Nicolás Varrone acabou escapando na curva 17, rodou e atolou o Porsche #99 da Proton na brita. Sem conseguir sair do lugar, o argentino precisou ser resgatado e forçou um safety-car virtual. Com a corrida congelada, as equipes aproveitaram para fazer uma nova rodada de paradas e promover mais trocas de pilotos.
Inclusive, a AF Corse #83, que colocou Yifei Ye no volante, perdeu muito tempo com um pit-stop lento e caiu para a quinta posição. Instantes depois, o safety-car foi acionado e os boxes foram momentaneamente fechados.
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